Local onde se pode expressar o descontentamento e desalento sobre os mais variados temas da sociedade. Aberto a quem queira participar.

05
Nov 12

Enquanto Merkel pede mais cinco anos de "esforço" o que traduzido à letra dá cinco anos de calvário, há já quem preveja como vai estar Portugal quando acabar a crise! Então ainda nem saímos disto e já se vê o fim!! E olha que está difícil vê-lo pintado de outras cores que não sejam o cinzento e o negro. O que eu acho estranho, estranhíssimo até, é que não há quem nos tire dela! Algo me diz que isto é que há quem muito lucre com esta crise. Não haverá?

 

Caramba! Tanto analista, tanto economista, tanta gente envolvida dentroe fora do país em tentar "salvar" os países gastadores e estes parece que há meio de endireitarem!!!

 

Mas péra ai! Ainda há outra que não percebo. Hoje estou com umas dúvidas estranhas. Então eles querem reduzir na tal despesa, e ser austeros ao máximo, mas como é que querem que o dinheiro lhes entre? Ora isto não irá dar num beco sem saída? 

 

Então tiram por um lado e não põem do outro? Não anda aqui qualquer coisinha mal?

 

A sério! Preciso que haja uma alminha que me explique como é que acham que este é o caminho certo! Sim! Alguém tem que estar convencidíssimo disso, muito alguém! Senão os senhores que insistem neste carreiro já teriam ido plantar batatas a um bananal há muito!!!

 

publicado por golimix às 21:46

15
Set 12


Eu também choro.....
publicado por golimix às 11:31

08
Set 12

Será que sou eu que não percebo bem o que diz a constituição nem o que disse o Tribunal Constitucional ou continua a haver discriminação entre trabalhadores. Ora um trabalhador do sector privado vai passar a descontar mais para a Segurança Social perdendo o equivalente a um ordenado, e um trabalhador do sector empresarial do estado perde um dos subsídios e como já desconta para a Segurança Social passa também a descontar 18%, se isto não é violar o principio da igualdade.

 

 

Artigo 13.º Princípio da igualdade

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

 

 

 

 

 

 

 

E enquanto isso as transacções em bolsa, que poderiam gerar milhões bastando taxá-las somente em 1%, continuam livres enquanto vêm à procura dos meus calos. Vão pisar outros que a mim não pisam mais.

 

publicado por eu ando às voltas às 09:22

05
Jul 12

Pois é, há muito tempo que não postava nada aqui, mas numa conversa de balneário, houve alguém que contava ter presenciado num estabelecimento, alguém que tinha a mochila cheia de mercearias. Que até teve pena, pois não via nada de supérfluo, só mesmo para se alimentar, arroz, massa, óleo, etc.

Agora pergunto eu, quem é o maior ladrão? O Estado que rouba a possibilidade de se ter uma vida digna, sem esta austeridade que não nos leva a lado algum, muito pelo contrário, o défice ainda aumentou, ou esta pobre alma que roubava para comer?

Todas as medidas de austeridade se mostraram infrutíferas, o roubos dos subsídios, o congelamento de salários e carreiras e o aumento do IVA levaram à diminuição do consumo levando a uma menor receita fiscal.

As introduções de portagens nas Scuts levaram à fuga dos condutores para as estradas nacionais, até prejudicando as que antes já tinham portagens.

Será que ainda não perceberam que dinheiro gera dinheiro. Se os trabalhadores forem justamente remunerados, estarão motivados, produzirão mais, terão mais dinheiro para consumir mais, fazendo avançar a economia.

Mas infelizmente estamos rodeados de mentes tacanhas que só pensam em retirar direitos e impor austeridade.

 

publicado por eu ando às voltas às 17:40

01
Mai 12

Depois do pedido realizado hoje pelo nosso Primeiro Ministro, acho que além de ter que me habituar com o nível vertiginoso do desemprego também irei ter que me habituar a declarações que me deixam o estômago azedo.

A isso, e a muitas outras coisinhas singelas que nos vão amargando a existência nesta Europa maluca e a caminhar para o Capitalismo desenfreado e para uma sociedade que se rege pelo controlo da sua população com câmeras nas ruas, câmaras nas escolas, sistemas biométrico nas instituições, ... já se pensou em formar uma sociedade melhor?

Na... dá muito trabalho.

 

Pois eu digo uma coisinha, esta fatura vai sair cara, muito cara!  Mas não é nada que já não esteja habituada!

Caramba!Estamos a falar vida vida das pessoas e não de argumentos políticos, mas isso também não interessa, o que também não  nada que já não esteja habituada...

publicado por golimix às 15:14

09
Abr 12

Sobre as opções de lutar ou não lutar, manifestar ou não, fazer ou não fazer greve, reivindicar ou não melhores condições são opções de cada um, que poderei não concordar mas respeito. Mas quando alguém me diz "já viste o corte dos subsídios de férias e Natal afinal vão ser até 2015", quando nada fez para que isso não acontecesse, claro que me salta a tampa. O povo só tem o que merece, os políticos que merece, as medidas que merece. Se na altura de escolher os representantes, estas recaem sempre nos mesmos estão à espera do quê. Se a cada medida que nos impõem sob pretexto da crise e da troika nos resignamos e baixamos as orelhas é porque até estamos bem, e claro que maiores medidas tomarão ao ver que este povo aceita tudo.

Temos o que merecemos, somos um povo apático adormecido e que espera que alguém faça algo por ele e nada faz por si mesmo. Um povo que viveu subjugado a uma ditadura durante 40 anos e que só se libertou dela, não pela força de vontade do povo mas porque apareceram uns militares corajosos para mudar por nós. E hoje quase 37 anos depois do 25 de Abril, o mesmo povo assiste apático à retirada de direito, à redução salarial, quer seja pela retirada de subsídios quer pela criação de bancos de horas, à espera que venha algum super-herói evitar que tal aconteça.

Povo, povo, não lhes baixes as calças para eles te lixarem e arregaça as mangas por um país melhor.

publicado por eu ando às voltas às 16:14

04
Mar 12

Hoje li no jornal público a notícia que relaciona o excesso de mortalidade, para esta época, com a crise. Admira-me que tivessem de precisar de especialistas para ver o que quem quer ter olhos observadores vê!

 

Atribuem este número de mortes ao frio extremo. Frio que as pessoas sentiram porque já não conseguem pagar a elevada conta de eletricidade e de gás. Frio que as pessoas sentem com as decisões gélidas da economia.

 

Mas será que não se vê ou não se quer ver que as pessoas neste momento estão com a corda ao pescoço o cinto sem buracos para apertar mais e a língua de fora!!! E gelados por dentro.

 

O SNS está a morrer também, quando irão os especialistas dar conta?

 

Estamos a morrer, a ficar deprimidos, e isso meus caros senhores até vos dá jeito. Assim conseguem diminuir o número de desempregados, o número de reformas que o Estado paga e o número de comparticipações nos medicamentos.

Estamos a fazer-vos o jeito! Vamos morrendo para vos fazer um favor...

publicado por golimix às 16:04

03
Fev 12

O português é um povo sonâmbulo. Caminha mas parece que está sempre a dormir. Podem fazer a maior das atrocidades ao lado dele mas desde que não lhe afecte nada faz, mas queixa-se quando lhe toca e fica ofendido por ninguém o ajudar. É um povo que espera que lutem por ele, sem reacção, sem dinamismo para tentar mudar o rumo das coisas, mas fica invejoso quando outros conseguem, mas contente se a vitória dos outros lhe for beneficiar também, mesmo não tendo mexido uma palha para a merecer. É um povo que espera que os sindicatos lutem por ele, esquecendo-se que o sindicato não é uma estrutura são os trabalhadores, sem nada fazer para dar força ao sindicato. É um povo que tomou por adquirido os seus direitos e não luta por os manter. É um povo que se queixa do poder, do governo, do presidente, mas não usa as armas que a democracia lhes deu, o direito a uma greve, a uma manifestação, os outros que façam e se manifestem. É um povo que se queixa do Estado mas que se esquece que o Estado somos nós,  o povo, e que além das armas que referi atrás temos outra, o voto. Somos nós que os elegemos, somos nós que os tiramos de lá. Somos um povo que elege os seus governantes, mas que depois ninguém assume o seu voto, principalmente o seu erro. Somos um povo onde muitos ainda não perceberam onde está o poder.

publicado por eu ando às voltas às 17:14

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É impossível quando quem nos tenta pisar os calos ...
Faz como eu, não ligues a elas...e vais ver que as...
O problema é que tenho tido mais tempo ocupado a l...
Este não anda?
A questão aqui é até quando eles vão resistir.
Concordo totalmente com o autor, uma manifestação ...
Hummm... será? Começo a achar que são masoquistas.
Pois mas qualquer dia cansam-se de levar no lombo.
Desculpa, escapou-me este. Andei meia atordoada co...
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